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1º Prêmio Nacional de Espeleologia

Destaques

Relatório Anual do Cecav 2021

O Cecav publicou seu relatório de atividades do ano de 2021. Confira!

EspeleoInfo: informativo eletrônico do Cecav

Informativo digital sobre as riquezas, descobertas e ações em prol da conservação das cavernas brasileiras

Anuário espeleológico brasileiro

Documento técnico com os dados estatísticos do patrimônio espeleológico brasileiro.


 
 
 

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Espécies ameaçadas: módulo público do SALVE disponibiliza informações da fauna brasileira
Plataforma foi desenvolvida com o objetivo de facilitar a gestão do processo de avaliação do risco de extinção, coordenado e executado pelo ICMBio, assim como organizar as informações sobre as espécies avaliadas
 
Brasília, 22 de julho de 2022.
 
 
 
Sem título
Plataforma com base de dados do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade
 
 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de lançar o módulo público do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE). A iniciativa faz parte de um trabalho conjunto realizado por 1.387 especialistas, entre eles servidores do centros de pesquisa do ICMBio, como o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), em parceria com a comunidade científica, que apoia a atualização e revisão das informações no banco de dados, além de realizar e validar a própria avaliação do risco de extinção. Atualmente, a ferramenta conta com dados de 2.236 espécies, de um total de 13.926 avaliadas.

O SALVE foi desenvolvido com o objetivo de facilitar a gestão do processo de avaliação do risco de extinção, coordenado e executado pelo ICMBio, assim como organizar as informações sobre as espécies avaliadas. Na plataforma é possível acessar dados gerais como distribuição, status de ameaça e a presença da espécie em unidades de conservação (UCs). Além disso, também é possível baixar uma ficha de ocorrência do animal, com os registros compilados pelos pesquisadores.

 

Atuação do ICMBio/Cecav

O ICMBio/Cecav foi responsável pela avaliação coordenada de 145 espécies de invertebrados troglóbios e 181 espécies de morcegos. A oficina de avaliação dos invertebrados troglóbios ocorreu em maio de 2018 e contou com a participação de 22 pesquisadores, que atuam diretamente com biologia subterrânea e/ou com as espécies avaliadas. Das 145 espécies, 75 foram avaliadas pela primeira vez. Das 70 espécies já avaliadas anteriormente, 22 foram inseridas em categorias que indicam menor risco de extinção (mas permanecem ameaçadas), quatro saíram da lista de ameaçadas (a maioria foi categorizada como DD – Dados Insuficientes), 10 foram inseridas em categorias que indicam maior risco de extinção (duas delas entraram na lista de ameaçadas) e 34 permaneceram nas mesmas categorias de ameaça.

 


Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro 2021 é divulgado
A edição traz o cruzamento dos dados de 22.623 cavernas disponibilizados no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (CANIE) até dezembro de 2021
 
Brasília, 14 de julho de 2022.
Anuario

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav) acaba de divulgar o Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro 2021. O novo anuário conta com o cruzamento dos dados de 22.623 cavernas disponibilizados no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (CANIE) até dezembro de 2021. Os dados do patrimônio espeleológico foram cruzados com os seguintes temas: bacias hidrográficas, biomas, solos, geologia, unidades de conservação, rodovias, ferrovias, assentamentos rurais, mineração, petróleo, Usina Hidrelétrica (UHE), Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e Linhas de Transmissão. Clique aqui para baixar!

Em 2021, 1.118 novas cavernas foram inseridas no cadastro, o que representa uma média anual superior a 1.277 novas cavernas cadastradas nos últimos 13 anos. Nas unidades da federação, Minas Gerais, com 10.570 (46,72%), é o estado brasileiro com o maior número de cavernas conhecidas, seguido pelo Pará com 2.858 (12,63%), Bahia, com 1.694 (7,49%), e Rio Grande do Norte, com 1.362 cavernas (6,02%). Quanto aos biomas, é possível constatar que 10.633 (47%) das cavernas conhecidas no Brasil encontram-se no Cerrado. Já o Pampa e Pantanal abrigam menos 1% delas, com 37 e 12 cavernas, respectivamente.

A nova edição Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro 2021 conta com o registro de cavernas no Acre, identificadas em uma expedição realizada no Parque Nacional da Serra do Divisor. Até o ano de 2021, o Acre não dispunha de dados sobre as cavidades existentes em seu território.

Cavernas acrianas

O território brasileiro é composto por extensas áreas propícias à ocorrência de cavernas. Até o momento foram identificadas pouco mais de 22 mil cavidades, no entanto cerca de 30% dos registros não têm suas ocorrências validadas e outros 10% ou não dispõem de dados referentes à localização geoespacial ou apresentam informações errôneas, tendo em vista que a coleta e sistematização geralmente são precárias. Indo ao encontro desta problemática e visando atender ao disposto no Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico (instituído pela Portaria MMA Nº 358, de 30 de setembro de 2009), o ICMBio/Cecav vem desenvolvendo e dando continuidade ao projeto Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico Nacional, uma das metas do componente "Conhecimento Espeleológico", que visa o apoio à geração e disseminação de informações sobre o Patrimônio Espeleológico.

Até o ano de 2021, apenas o Estado do Acre não dispunha de dados sobre as cavidades existentes em seu território. No planejamento do Projeto Inventário para 2020/2021 foi incluída uma expedição ao Parque Nacional da Serra do Divisor, pois informações do plano de manejo descrevem a ocorrência de" grandes cavernas" (IBAMA 1998) no interior da unidade, dado confirmado pelo relato de um morador da comunidade que identificou e divulgou a primeira caverna nas proximidades da localidade de Pé de Serra, área de uso público do parque.

Apesar de não estarem cadastradas no CANIE, a ocorrência de cavernas na região da Serra do Divisor foi observada ainda na década de 70, durante as incursões do Projeto RADAMBRASIL (DNPM 1977), porém sem maiores detalhes da sua localização. Também sem informação das coordenadas geográficas, observa-se o registro fotográfico de uma cavidade na Serra do Divisor em publicação do Serviço Geológico do Brasil – CPRM (CPRM 2015), entretanto, não é possível afirmar que se trata de alguma das cavernas prospectadas em 2021. Em janeiro de 2020, foi publicada a descoberta de uma caverna por um morador local, o Sr. Edson. A partir desse momento, deu-se início as discussões e preparativos para uma expedição ao Acre para realizar trabalhos de prospecção, topografia e orientação aos servidores da UC sobre como proceder em caso de novas descobertas. Já em setembro de 2021, uma semana antes da expedição, foi divulgada a descoberta da segunda caverna por outro morador da localidade de Pé de Serra, nas proximidades da primeira.

As atividades de prospecção e validação no Parque Nacional Serra do Divisor foram realizadas no período de 20 e 29 de setembro de 2021, contando com o apoio da equipe local composta pelo chefe do Parque Nacional da Serra do Divisor, Domingos Inácio, e pelo brigadista Jefferson do Santos. O trabalho também contou com o apoio da comunidade local, por meio dos Srs. Josias (mateiro/guia local), Edemir e Odair (barqueiros).

O resultado da expedição foi divulgado no 36° Congresso Brasileiro de Espeleologia, realizado entre os dias 20 a 23 de abril de 2022, em Brasília, por meio do trabalho dos servidores Daniel Mendonça, Carla Lessa, Claudia Alves e Mauro Gomes, intitulado "Inventário do Patrimônio Espeleológico Brasileiro: registro, caracterização e topografia de cavernas no Parque Nacional da Serra do Divisor", que detalhou o cadastro e a topografia das primeiras cavernas identificadas na região.

Durante os dias de campo, foram encontrados e topografados três cavernas e um abrigo, todos nas proximidades da comunidade Pé da Serra, município de Mâncio Lima, onde foi montada a base operacional da expedição, são eles: Gruta do Edson, Toca da Onça e Toca da Paca.

Gruta do EdsonToca da PacaToca da OncaToca da Onça

Foto: Toca da Onça, Carla Lessa


Parque Nacional da Furna Feia (RN) comemora 10 anos de criação
 
"Cada pessoa plantando uma muda
você vai ver o Brasil crescendo "
Luiz Carlos Filgueira, 2022.

A atuação do ICMBio/Cecav nos municípios de Baraúna e Mossoró resultou na criação do Parque Nacional da Furna Feia, em 2012. A região é conhecida e visitada por moradores locais desde meados do século passado, porém a unidade de conservação federal foi criada décadas depois, a partir de diversos estudos realizados entre 2001 e 2010, o que tornou a área da Furna Feia o primeiro parque nacional do Rio Grande do Norte.

Ao se depararem com uma extensa área de caatinga preservada e a descoberta de centenas de outras cavernas, a equipe do ICMBio/Cecav-RN e pesquisadores parceiros deram início ao movimento que culminou na criação do Parque Nacional da Furna Feira pelo governo federal, em 05 de junho de 2012. Incorporando a reserva legal do assentamento Maisa e propriedades vizinhas, com área de 8.494 hectares e zona de amortecimento de 25.322 hectares, a UC triplicou a área de Caatinga oficialmente protegida no Estado.

Atualmente, existem no parque mais de 100 espécies vegetais, entre elas o Angico, Juazeiro e a Aroeira do Sertão, árvore ameaçada de extinção. Na fauna, já foram identificadas mais 100 espécie de aves, inúmeros mamíferos, invertebrados e animais exclusivos de cavernas, como os troglóbios.

A preservação das cavernas do Parque Nacional da Furna Feia é fundamental para a sustentabilidade da região. A unidade de conservação tem por objetivo proteger o patrimônio espeleológico e a biodiversidade da Caatinga, realizar pesquisas científicas e desenvolver atividades de educação e interpretação ambiental, de turismo ecológico e recreativo. A UC possui 56% de sua área localizada no município de Baraúna e os 44% restantes em Mossoró, ambos no estado do Rio Grande do Norte.

Turismo de Base Comunitária

Os nativos da Caatinga
Protegem o Parque com amor
Não descuidam desse bem
Com gratidão, zelo e fervor.
Pretinha, 2022

Muito além da proteção das cavernas, o Parque Nacional da Furna Feia contribui para que as comunidades do entorno sejam protagonistas na implementação da unidade de conservação e em toda a cadeia do turismo. As atividades de turismo na área protegida buscam a conservação da biodiversidade, da cultura e da história regional e local como princípios básicos para o desenvolvimento do turismo sustentável.

viveiro

Luiz Carlos Figueira. É morador do entorno do Parque. Possui 3 viveiros com mais de 20 espécies de mudas nativas. Foto:  Carla Lessa. Saiba mais em @viveiroflordacaatingaofc

A unidade de conservação prioriza o Turismo de Base Comunitária (TBC), oferecendo e organizando capacitações com moradores do entorno. O TBC é uma oportunidade para que os visitantes conheçam outros elementos que compõem a paisagens do parque, como a história, os saberes e os conhecimentos dos moradores locais. Ao mesmo tempo, a atividade pode contribuir efetivamente para gerar renda, fortalecer as organizações comunitárias, o protagonismo local e a própria gestão da área protegida.

Mais de 20 capacitações para os moradores do entorno já foram realizadas. Essas capacitações englobam áreas de empreendedorismo, gastronomia, confecção de sabonetes de produtos naturais fitoterápicos, tapeçaria por palha de bananeira, óleos naturais, produção de mel de abelhas nativas e artesanato, como as Bastianas, bonecas tradicionais da região nordestina.

O aniversário de 10 anos do Parque Nacional da Furna Feia foi uma oportunidade para a apresentação dos resultados do TBC. Durante a confraternização, foi organizada uma feira com produtos da marca Prendas, um selo de origem e qualidade das comunidades do entorno do Parque Nacional da Furna Feia. O evento contou ainda com a recitação de poesias como a de Maria Augusta de Nascimento Silva e Pretinha, além da participação do grupo de teatro "Teatro de Kalungas" ( com K) da comunidade Vertentes, O grupo é composto por meninas e meninos da comunidade de Vertente, entre as idades de 8 a 16 anos. Eles são responsáveis por toda a apresentação, desde a construção dos cenários até a representação teatral.

 

 

Pretinha Aniversario Furna Feia RN Thais XavierMaria Augusta Aniversario Furna Feia RN Thais Xavier

Maria do Céu da Silva(à esquerda). Conhecida como Pretinha. É autora dos versos Poesia da Furna Feia; Maria Augusta de Nascimento Silva(à direita). É poetisa moradora de Vila Nova I. Fotos: Thais Xavier.

 

Foi a apresentação de estreia da comunidade Vertentes, uma edição especial que narrava a comemoração do aniversário do Parque e do ICMBio/Cecav. A ideia é que as apresentações aconteçam como parte do roteiro de TBC nas comunidades para os visitantes. Ao total, são quatro turmas de teatro capacitadas nas comunidades de Juremal, Vertentes, Serra- Mossoró e Recanto da Esperança

 

Teatro de Kalungas Mauricio de Andrade

Grupo Teatro de Kalunga. Foto:Maurício de Andrade.

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Cecav 25 anos: uma história de conquistas à frente de pesquisas e conservação de cavernas

 

Brasília, 16 de junho de 2022.

25 anos

Ambientes naturais que guardam parte da nossa história, as cavernas também são protagonistas no que diz respeito a uma série de processos geológicos, biológicos, paleoclimáticos, etc. Um dos nossos bens mais preciosos, a água, tem relação com as cavidades naturais subterrâneas, já que esses locais desempenham papel fundamental em seu armazenamento estratégico, com a carga e recarga de aquíferos, além de proteger e conservar minerais raros. Raras também são as espécies que fazem das cavernas sua morada, muitas delas endêmicas, ou seja, que não existem em outros lugares.

Para atuar na conservação desses ambientes de importância tão significativa e das espécies neles encontradas, há 25 anos nasceu o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav). O ICMBio/Cecav foi criado no dia 5 de junho de 1997, como Centro Especializado voltado ao Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas, na categoria de unidade descentralizada do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em 2007, quando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi criado, por meio da Lei nº 11.516, de 28/2007, o Cecav passou a fazer parte de sua estrutura organizacional.

Em setembro de 2009, a Portaria nº 78 do ICMBio criou os centros nacionais de pesquisa e conservação, com objetivo de reconhecê-los como unidades descentralizadas. A partir desse momento, o ICMBio/Cecav ganhou o nome de Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas e foi vinculado à Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio). Posteriormente, a Portaria nº 16, de 02/2015 atualizou a denominação, localização e atribuições dos centros nacionais de pesquisa e conservação no âmbito do ICMBio.

Ao longo de todos esses anos, o Cecav desenvolveu parcerias com inúmeras instituições e atuou em conjunto com os órgãos e entidades que compõe o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), trabalhando em consonância com a legislação ambiental relativa ao patrimônio espeleológico. Hoje, o ICMBio/Cecav é referência no campo da espeleologia e o principal representante do governo brasileiro no que se refere à pesquisa e conservação do patrimônio espeleológico.

Entre os grandes marcos que fazem parte de sua história, está a Portaria MMA nº 358/2009, que instituiu o Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico, em atendimento à Resolução CONAMA 347/04. O programa previu inventários anuais sobre o patrimônio espeleológico, planos de ação, diagnóstico das cavidades e o lançamento da Revista Brasileira de Espeleologia. A portaria também teve como objetivo traçar diretrizes para ações de conservação do patrimônio espeleológico, com pesquisa, criação de áreas protegidas, uso sustentável e geração de conhecimento. O programa foi construído a partir das análises do ICMBio/Cecav, refletindo sobre as necessidades relacionadas à conservação do patrimônio espeleológico brasileiro.

Já o Decreto 6.640/2008, por sua vez, alterou o Decreto no 99.556/1990. Entre outros pontos, a nova legislação trouxe a possibilidade de impactos negativos irreversíveis de cavernas, bem como o conceito de relevância para cavidades naturais subterrâneas, que passaram a ser classificadas em graus máximo, alto, médio e baixo de relevância, sendo somente as de máxima relevância e suas áreas de influência protegidas de impactos. A classificação é determinada pela análise de atributos ecológicos, biológicos, geológicos, hidrológicos, paleontológicos, cênicos, histórico-culturais e socioeconômicos, avaliados sob enfoque regional e local.

O Decreto nº 6.640/2008 ainda instituiu, em seu artigo 4º, formas de compensação de impactos ambientais relacionadas especificamente à conservação do patrimônio espeleológico no rito do licenciamento ambiental.

Como iniciativa para regulamentar o decreto 6.640/2008, o centro de pesquisa atuou com protagonismo, reunindo todos os esforços e expertise de sua equipe e de demais atores e instituições com atribuições relacionadas à espeleologia. Nesse momento, foi criada a Instrução Normativa/MMA n° 2/2009. A IN estabeleceu a metodologia para classificação do grau de relevância das cavidades naturais subterrâneas, que foi atualizada com a Instrução Normativa/MMA n° 2/2017, criada com uma metodologia inovadora, desenvolvida pelo ICMBio/Cecav. O ato normativo considerou, pela primeira vez, um grupo de atributos e não somente um atributo para classificação de relevância. Já a Instrução Normativa/ICMBio nº 1/2017 estabeleceu procedimentos para definição de outras formas de compensação ao impacto negativo irreversível em cavidades naturais subterrâneas com grau de relevância alto, quando a compensação não pode ocorrer na área do empreendimento (via conservação de cavidades testemunho). O método ali proposto é inovador ao aferir a compensação pelo atributo perdido, ou seja quanto mais atributos a caverna impactada tenha maior será a compensação espeleológica.

Nesses 25 anos, muitos foram os protagonistas na trajetória da conservação do patrimônio espeleológico brasileiro à frente do ICMBio/Cecav. Coordenadores que atuaram com suas equipes para preservar e conservar a história, estimular a pesquisa, o turismo responsável e firmar parcerias com outras instituições, que junto ao centro de pesquisa unem forças para proteger as cerca de 22.879 cavernas atualmente conhecidas no Brasil, segundo dados do Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (Canie ). Este sistema foi instituído pela Resolução CONAMA N° 347/2004 e desenvolvido pelo ICMBio/Cecav, sendo referência obrigatória para o licenciamento ambiental. O Canie apoia-se no modelo conceitual-metodológico da Base CAVE do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas é o responsável pelo suporte técnico e pela sua gestão.

 

Topografia caverna Capoeira de João Carlos - Governador Dix-Sept Rosado-RN Coleta bioespeleo Parceria UFRN Furna Feia - PARNA da Furna Feia - Baraúna-RN

Fotos: Equipe do Cecav em campo, Diego de Medeiros Bento

O ICMBio/Cecav se destaca pelo fomento e apoio à pesquisa, que representa um papel fundamental no desenvolvimento da espeleologia no Brasil. O incremente na pesquisa e nos estudos que ocorrem no rito do licenciamento, determinados pelo Decreto 6.640/2008, resultaram em um aumento expressivo na quantidade de cavernas registradas no Brasil. De 2009 a 2021 houve um salto de 260% no número de cavernas, passando de 6.280 para 22.623. Segundo levantamento do Centro de Estudos em Biologia Subterrânea da Universidade Federal de Lavras, houve um aumento em 150% na quantidade de espécies troglóbias no Brasil em apenas 10 anos, os dados apontam que de 1900 a 2010 havia o registro de 79 espécies conhecidas, já nos anos de 2011 a 2022 o número passou a ser 198.

Há 13 anos, Jocy Cruz é coordenador do ICMBio/Cecav e ao lado de seus antecessores vem ajudando a construir um legado importante para a história ambiental do Brasil. Entre as ações recentes lideradas pelo coordenador está a parceria construída com a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e o I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret. A premiação ocorreu em abril deste ano, no 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia. Além disso, o centro de pesquisa realizou cinco cursos de Espeleologia e Licenciamento Ambiental, que capacitou mais de 250 técnicos. A ação foi voltada principalmente para servidores das instituições públicas pertencentes ao Sisnama, responsáveis pela análise de processos de licenciamento ambiental de atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras de cavidades naturais subterrâneas ou de sua área de influência.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas também tem destaque na criação de unidades de conservação (UCs), como os parques nacionais da Serra do Gandarela (MG), dos Campos Ferruginosos (PA) e da Furna Feia (RN), além da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Ilha (PR), e do Monumento Natural em são Desidério (BA) e das seguintes RPPNs que estão em andamento: região cárstica de Pains (MG), Conceição do Mato Dentro (MG) e Serra Leste (PA). Somente em 2020, houve um aumento de 191 cavernas em UCs, representando um crescimento de 2,69% se comparado ao ano de 2019.

Além dos projetos contínuos desenvolvidos pelo ICMBio/Cecav, como o Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico Brasileiro, há outros 87 projetos e ações em execução no âmbito dos Termos de Compromisso de Compensação Espeleológica, 66 deles em execução, contemplando: 47 iniciações científicas, 38 mestrados, 9 doutorados e 3 pós-doutorados. As atividades envolvem 45 instituições parceiras, sendo 16 universidades, e 53 unidades de conservação. Além disso, há mais de 190 publicações técnicas e científicas, entre elas 5 livros, 61 artigos científicos e 74 resumos em anais de eventos.

 

Outra ação recente desenvolvida pelo ICMBio/Cecav é o Caderno de Campo Digital, um aplicativo de caracterização de cavernas que possui um banco de dados interno e que pode ser usado mesmo sem acesso à internet. A ferramenta, disponível na versão android, busca facilitar e padronizar os levantamentos de dados em campo na espeleologia brasileira.

Em homenagem aos 25 anos do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas, um encontro técnico aconteceu entre os dias 05 e 10 de junho, no Parque Nacional da Furna Feia (RN) e no município de Felipe Guerra/RN, na Semana do Meio Ambiente. Na ocasião, também foi celebrado o aniversário da unidade de conservação, que completa 10 anos. O local conta com enorme potencial turístico e uma rica história de milhares de anos representada pelas cavidades naturais subterrâneas, pinturas rupestres e pela diversidade de espeleotemas.

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Foto: Comemoração dos 25 Anos, Carla Lessa

 

Ao lado de sua equipe, instituições parceiras e com a contribuição da sociedade, para os próximos anos, o ICMBio/Cecav pretende continuar desenvolvendo projetos, ações e vencendo desafios. Que a cada dia a missão de estimular a pesquisa e conservar o patrimônio espeleológico brasileiro conquiste resultados cada vez mais relevantes e seja motivo de orgulho para todas as pessoas que fizeram parte desse caminho. Parabéns ao ICMBio/Cecav e a todos os envolvidos nessa nobre jornada.

Imageamento drone PARNA da Furna Feia - Baraúna-RN 1

Foto: Imageamento, Diego de Medeiros Bento.

 


Lista oficial das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção é atualizada 
A partir de agora, a lista passará a ser atualizada anualmente, conforme previsto na Portaria MMA 43/2014, baseada nas espécies que tiverem passado pelo ciclo completo de avaliação no período anterior 
 
 
Brasília, 14 de junho de 2022.
 

Na última quarta-feira (08/06), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou no Diário Oficial da União a portaria MMA 148, de 07 de junho de 2022, que atualiza a Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. O documento é resultado do processo de avaliação de 8.537 espécies e subespécies, conduzido pelo ICMBio, e inclui a avaliação coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav) de 145 espécies de invertebrados troglóbios e 181 espécies de morcegos.

A lista segue o método de categorias e critérios da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), e é resultado do esforço conjunto entre o ICMBio, especialistas e pesquisadores, que desenvolveram esse trabalho entre o ano de 2015 e 31 de maio de 2021. Uma novidade trazida pelo ICMBio é que, a partir de agora, a lista passará a ser atualizada anualmente, conforme previsto na Portaria MMA 43/2014, baseada nas espécies que tiverem passado pelo ciclo completo de avaliação no período anterior.

Categorias IUCN Cladograma 

Figura 1 – Categorias do método de avaliação do risco de extinção da UICN. 

 

A mudança de estratégia permitirá que a pesquisa reflita resultados mais atuais, com menor diferença de tempo entre a avaliação do risco de extinção de uma espécie e sua aplicação nas políticas públicas de conservação da biodiversidade.

Avaliação de espécies coordenada pelo ICMBio/Cecav

A oficina de avaliação dos invertebrados troglóbios ocorreu em maio de 2018 e contou com a participação de 22 pesquisadores que atuam diretamente com biologia subterrânea e/ou com as espécies avaliadas. Foram avaliadas as 145 espécies (de todos os grupos taxonômicos) oficialmente descritas até aquele momento e, destas, 75 espécies foram avaliadas pela primeira vez. Das 70 espécies já avaliadas anteriormente, 22 foram inseridas em categorias que indicam menor risco de extinção (mas permanecem ameaçadas), quatro saíram da lista de ameaçadas (a maioria foi categorizada como DD – Dados Insuficientes), 10 foram inseridas em categorias que indicam maior risco de extinção (duas delas entraram na lista de ameaçadas) e 34 permaneceram nas mesmas categorias de ameaça (Tabela 1).

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Tabela 1 – Comparativo entre quantitativo de espécies de morcegos e invertebrados troglóbios avaliadas em cada ciclo. 

 

Como a maioria das espécies troglóbias apresenta distribuição restrita, muitas vezes ocorrendo em apenas uma ou poucas cavernas próximas, é de se esperar que estejam sujeitas a um maior risco de extinção em função de impactos de atividades humanas na própria caverna ou no seu entorno. De fato, 89,7% das 145 espécies avaliadas foram inseridas em alguma categoria de ameaça (64 Criticamente Ameaçadas, CR; 39 Em Perigo, EN; e 27 Vulneráveis, VU) (Figura 2).

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Figura 2 – Algumas espécies de invertebrados troglóbios, com as respectivas categorias. 

A oficina de avaliação de morcegos ocorreu em novembro de 2018, quando 181 espécies de morcegos constantes na lista da Sociedade Brasileira para Estudos de Quirópteros (SBEQ) foram avaliadas seguindo o método da UICN (Tabela 1). A ação contou com a participação de 21 integrantes da comunidade científica, além do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Enrico Bernard, que atua como coordenador de táxon.

Segundo a versão mais atual da lista, quatro espécies de morcegos estão ameaçadas de extinção: Furipterus horrens (F. Cuvier, 1828) e Natalus macrourus (Gervais, 1856) permanecem na categoria Vulnerável (VU); Lonchophylla dekeyseri Taddei, Vizotto & Sazima, 1983 continua na categoria Em Perigo (EN); e Lonchophylla bokermanni Sazima, Vizotto e Taddei, 1978 entra para Lista, na categoria Vulnerável (VU) (Tabela 2).

Outras quatro espécies que constavam na lista em 2014 saem das categorias de ameaça: Glyphonycteris behnii (Peters, 1865) passou a ser categorizada como Dados Insuficientes (DD) pela necessidade de melhores informações sobre sua taxonomia e distribuição; Lonchorhina aurita Tomes, 1863 passou a ser categorizada como Quase Ameaçada (NT) por ajustes na aplicação do método; Xeronycteris vieirai Gregorin & Ditchfield, 2005 passou a ser categorizada como Dados Insuficientes (DD) pela ausência de dados suficientes para calcular um possível declínio populacional, e pela falta de registros de ocorrência que permitiriam uma melhor delimitação da real distribuição desta espécie; e Eptesicus taddeii Miranda, Bernardi & Passos, 2006 passou a ser categorizada como Menos Preocupante (LC), porque novas e melhores informações apontaram a ocorrência da espécie dentro de unidades de conservação (Tabela 2).

O ICMBio/Cecav agradece a toda comunidade científica envolvida neste processo e espera poder continuar contando com seu apoio.

Clique aqui para acessar a Tabela 2.


Dia Municipal das Cavernas e do Carste é instituído em Felipe Guerra (RN)
Objetivo é ampliar e fortalecer o trabalho de conscientização sobre a importância da preservação do patrimônio espeleológico local
 
 
Brasília, 12 de junho de 2022.
 
 

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Fotos: Edivaldo Barboza dos Santos 

Uma sessão realizada na Câmara Municipal de Felipe Guerra (RN) ocorrida na última terça-feira (07), foi marcada pela entrega do documento "Orientações ao uso turístico sustentável da Caverna dos Crotes Felipe Guerra (RN)" por parte do coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Brandão, ao prefeito do município de Felipe Guerra, Salomão Gomes de Oliveira. Na ocasião, o diretor de relações institucionais da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Allan Callux, aproveitou a oportunidade para agradecer ao município de Felipe Guerra por instituir o dia 06 junho como o Dia Municipal das Cavernas e do Carste. O objetivo da data é ampliar e fortalecer o trabalho de conscientização sobre a importância da preservação do patrimônio espeleológico local. Clique aqui para assistir!

Além de Jocy Brandão e Allan Calux, a solenidade contou com a participação do presidente da câmara de vereadores do município de Felipe Guerra, Marco Aurélio, do coordenador da Base Avançada do ICMBio/Cecav RN, Diego Bento, do vice-prefeito, Ubiracy Pascoal, do primeiro secretário municipal, Pedro Cabral, do segundo secretário municipal, Hudemberg Oliveira, e demais vereadores.

 

Orientações ao uso turístico sustentável da Caverna dos Crotes Felipe Guerra (RN)

A caverna dos Crotes é uma das mais importantes da região tanto para o município de Felipe Guerra quanto para o Rio Grande do Norte. Além de suas dimensões e beleza cênica, o local se destaca pela singularidade e relevância bioespeleológica.

Para preservar esse ambiente e todo seu potencial espeleoturístico, são necessários cuidados especiais que garantam o seu uso sustentável, particularmente no que se refere à manutenção das condições ambientais essenciais à conservação de sua biodiversidade. Entre os resultados esperados a partir das orientações previstas no documento, está o ordenamento da visitação, de forma a garantir uma fonte de renda sustentável para as comunidades vizinhas, para o município e toda a região, minimizando os impactos à caverna, melhorando a qualidade da experiência na visitação e reduzindo os riscos potenciais aos visitantes.

O estudo realizado pelo ICMBio/Cecav em parceria com a prefeitura do município tem o intuito de proteger a cavidade subterrânea caverna do Crotes os seus recursos ambientais com a manutenção dos serviços ecossistêmicos, além de estimular o espeleoturismo responsável, incluindo a visitação pedagógica e a interpretação ambiental, garantindo a manutenção de um ambiente adequado à continuidade das pesquisas científicas.

 

Dia Municipal das Cavernas e do Carste

Em agradecimento à decisão da Câmara Municipal de Felipe Guerra de instituir o dia 06 junho como o Dia Municipal das Cavernas e do Carste, Allan Calux entregou uma carta ao prefeito de Felipe Guerra, Salomão Gomes de Oliveira, ao presidente da câmara de vereadores, Marco Aurélio, e o vice-prefeito que também é o secretário municipal de turismo, Ubiracy Pascoal. "A SBE vem mostrar o reconhecimento, admiração e agradecimento de toda a comunidade espeleológica brasileira pela iniciativa da criação do Dia das Cavernas e do Carste. Essa iniciativa de vanguarda coloca o município de Felipe Guerra, com seu expressivo patrimônio espeleológico, como primeiro munícipio brasileiro a criar uma legislação específica em consonância com as diretrizes estabelecidas pela União Internacional de Espeleologia (UIS) para o Ano Internacional das Cavernas e do Carste (AICC)", disse Callux.

O AICC tem por objetivo ampliar o conhecimento e aumentar a conscientização sobre as cavernas e as paisagens cársticas. Em consonância com essas diretrizes, o Dia das Cavernas e do Carste visa aumentar a conscientização sobre os papéis que ambos desempenham para o bem-estar da população felipe-guerrense. Entre as ideias propostas para celebrar a data está a realização de eventos de comemoração, que deverão priorizar atividades escolares, visitas pedagógicas, palestras, projetos sociais, campanhas, entre outras atividades que:

· Valorizem e reconheçam as cavernas e o carste de Felipe Guerra como paisagens diversas, fascinantes e ricas em recursos naturais.

· Demostrem que o patrimônio espeleológico de Felipe Guerra necessita de cuidados e possui características particulares, incluindo a sua importância para a manutenção do equilíbrio do ambiente natural e para o desenvolvimento sustentável do município, permitindo ainda a geração de renda sustentável por meio de atividades como a prática responsável da visitação às cavernas.

· Destaquem esses ambientes como habitats únicos para animais singulares e raros, que possuem grande importância científica e que preservam vestígios arqueológicos e paleontológicos frágeis para as gerações futuras.


Cecav/RN realiza expedição conjunta para ampliar o inventário da biodiversidade subterrânea
Ação envolveu equipe do Cecav e de instituições parceiras em viagem pelos municípios do Rio Grande do Norte e Ceará

Brasília, 01 de junho de 2022.

 

Kinnapotiguara troglobia Cv Troglóbios Felipe Guerra-RN Diego Bento Atividades na caverna dos Crotes Felipe Guerra-RN 1
Fotografando nova espécie de planária troglóbia Coleta na caverna da Pedra Lisa PARNA da Furna Feia 2

Fotos: Kinnapotiguara troglobia, atividades na caverna dos Crotes Felipe Guerra-RN, fotografando nova espécie de planária troglóbia e coleta na caverna da Pedra Lisa PARNA da Furna Feia ( da esquerda para direita). Créditos: Diego de Medeiros Bento.

Entre os dias 09 e 18 de maio, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav) esteve presente em uma expedição que percorreu o Parque Nacional da Furna Feia e os municípios de Baraúna, Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado e Caraúbas, no Rio Grande do Norte, além do município de Quixeré, no Ceará. Durante a atividade, foram realizadas coletas de invertebrados cavernícolas em 15 cavernas e duas nascentes cársticas no oeste da formação Jandaíra. A expedição foi responsável pela descoberta de uma provável nova espécie de planária troglóbia (Tricladida) na caverna do Olho d'Água do Cedro, em Baraúna.

A ação atendeu a dois projetos coordenados pela Base Avançada do ICMBio no Rio Grande do Norte: "Filogeografia de invertebrados cavernícolas em formações ferríferas e carbonáticas: evolução e conectividade biológica em ambientes subterrâneos como definidores de ações de conservação" e "Revelando a biodiversidade subterrânea em um oásis na Caatinga". Esses projetos envolvem, além do CECAV, 26 pesquisadores de sete universidades e instituições de pesquisa e resultarão, entre outras publicações, em duas iniciações científicas, quatro mestrados, seis doutorados e dois pós-doutorados. Ambos os projetos estão inseridos no Termo de Compromisso de Compensação Espeleológica (TCCE) 1/2018, firmado entre ICMBio e Vale S.A.

Além da coleta complementar de invertebrados troglóbios para análises genômicas, foram coletados microcrustáceos cavernícolas e amostras de água, com o objetivo de produzir o primeiro inventário desses organismos em cavernas da região e caracterizar o ambiente onde ocorrem. Também foi feita coleta complementar de invertebrados troglóbios pertencentes a espécies não descritas e a captura de invertebrados cavernícolas para manutenção em cativeiro e realização de análises cronobiológicas.

Participaram da expedição o analista ambiental Diego de Medeiros Bento e o técnico ambiental José Iatagan de Freitas, ambos da BAV CECAV/RN. Também estiveram presentes pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

O trabalho realizado terá continuidade a partir da triagem do material coletado, análises de água e morfológicas, aclimatação em terrários dos indivíduos capturados e, posteriormente, início das análises cronobiológicas. Além disso, será planejada uma nova expedição para coleta complementar de indivíduos para completar o dataset para análises genômicas e descrição de novas espécies.


Uma homenagem a Luiz Beethoven Piló

Brasília 31 de maio de 2022

 

Equipe em campo Foto Jocy Cruz Luiz Beethoven Piló na caverna Boa Felipe Guerra RN - Foto Jocy Cruz

Duas datas significativas são celebradas no final de maio, Dia do Geógrafo (29) e Dia do Geólogo (30). Além de parabenizar todos os profissionais dessas áreas, neste ano, o ICMBio/Cecav gostaria de homenagear, em especial, um grande geógrafo que trouxe inúmeras contribuições ao centro de pesquisa e à história da espeleologia brasileira, Luiz Beethoven Piló. Graduado em geografia física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi doutor na mesma área pela Universidade de São Paulo (USP). Seu pós-doutorado foi concluído no Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP, em 2005. Piló era especialista em geomorfologia de cavernas e em estudos paleoambientais.

Atuou como pesquisador e consultor nas áreas de espeleologia, geoarqueologia e geomorfologia cárstica. Foi responsável por grandes contribuições para o estudo e gestão no patrimônio espeleológico brasileiro. Em sua recente pesquisa, "Bat caves em cavernas ferríferas da Floresta Nacional de Carajás: aspectos físicos, biológicos e cronológicos", ele buscou investigar o fato de que a região de Carajás, no Pará, concentra alta riqueza de espécies de morcegos e alta ocorrência de cavernas, incluindo as chamadas bat-caves, cavernas contendo dezenas de milhares de morcegos. Os expressivos depósitos de guano de morcegos nas bat caves têm sido considerados a fonte de fosfato para os raros espeleotemas já registrados nas cavernas de Carajás, apontando-os ainda como determinantes na espeleogênese dessas cavernas ferruginosas, pois as soluções ácidas biogênicas geradas pelo guano dissolvem a rocha ferruginosa, ampliando pisos e paredes das cavernas.

Junto com Walter Neves, Luiz Piló escreveu o livro "O povo de Luzia – Em busca dos primeiros americanos". A partir da narrativa de achados paleontológicos em Lagoa Santa, MG, a obra narra de a saga dos primeiros americanos, assim como a saga correlata dos embates científicos envolvidos. Paralelamente, o livro, ilustrado com desenhos, diagramas, mapas e fotos, traz desde uma síntese da origem do homem e da teoria darwinista até uma descrição da fauna e da flora antigas da América, bem como discussões sobre os possíveis modos de vida de nossos ancestrais.

Com o ICMBio/Cecav, participou do desenvolvimento da "Estratégia de Conservação da Savana Metalófila da Floresta Nacional de Carajás" ou "Projeto Cenários", um estudo desenvolvido com o objetivo de estudar como conciliar de forma segura a exploração do ferro e a conservação da biodiversidade em Carajás. Além disso, ao lado do coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Cruz, organizou o livro "Espeleologia e Licenciamento Ambiental", que deu origem ao curso responsável por capacitar mais de 250 técnicos. A atividade foi voltada principalmente para servidores das instituições públicas pertencentes ao Sisnama, responsáveis pela análise de processos de licenciamento ambiental de atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras de cavidades naturais subterrâneas ou de sua área de influência.

Com inúmeros trabalhos publicados em periódicos, em revistas científicas de importância mundial e em anais de congressos,  Piló foi um dos protagonistas na missão da conservação dos ambientes cavernícolas e espécies associadas, da nossa história, do nosso patrimônio. Sua trajetória ensinou, inspirou e reforçou a importância da ciência e da pesquisa em prol dos nossoas patrimônios históricos e naturais.

Fotos: Jocy Cruz


Expedição é realizada no Parque Nacional do Peruaçu
Na ocasião, foi realizada vistoria técnica em área proposta para compensação espeleológica
 
Brasília, 13 de maio de 2022.
 
Gruta do Janelão Jocy Cruz
Gruta do Janelão. Crédito: Jocy Cruz
 

Entre os dias 02 a 06 de maio, uma equipe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), representantes da Vale e da Brandt Meio Ambiente estiveram presentes no Parque Nacional do Peruaçu (MG), unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Durante a expedição, foi realizada uma vistoria técnica em área proposta para compensação espeleológica, além de produções audiovisuais que irão compor o banco de imagens do centro de pesquisa. Na Gruta Janelão, localizada no interior da UC, foi possível obter imagens aéreas internas raras a cavernas. A ocasião também oportunizou uma inspeção nas estruturas de apoio à visitação do parque.

A Fazenda Cordisburgo 1 é propriedade da Vale e está totalmente localizada no interior do parque. Pela área proposta apresentada, parte de sua extensão visa compensar 24 cavernas de alta relevância impactadas pelo empreendimento N4 N5, em Carajás (PA). Pelo ordenamento legal em vigor, o empreendimento deve compensar 48 cavernas com similaridade de atributos (alta relevância). Estudos mais detalhados do patrimônio espeleológico serão realizados pela empresa com o intuito de dar andamento ao processo e assinatura do Termo de Compromisso de Compensação Espeleológica (TCCE).

 

Patrimônio espeleológico local

A expedição percorreu diversas cavernas da Fazenda Cordisburgo 1. No primeiro dia de viagem, uma das cavernas identificadas pelo estudo mostrou-se bastante peculiar, pelas galerias meandrantes de teto baixo, piso em areia e água. Ao final da visita, foi identificada uma grande população de tatuzinhos aquáticos troglóbios do gênero Xangoniscus (Isopoda: Styloniscidae). No segundo dia, foram vistoriadas uma área do planalto carbonático sobre os lapiás (formação típica de relevos cársticos) e a caverna Pica Pau, de grande projeção linear, com amplos e volumosos condutos, além de abismo e espeleotemas raros, como agulhas de gipsita (minério de cálcio). O sobrevoo por estas áreas mostrou uma grande concentração de dolinas de dissolução, abismos, arcos de pedra e um ótimo potencial para abrigar grandes sistemas espeleológicos.

Além do coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Cruz, participaram da expedição os analistas ambientais do centro de pesquisa, Cristiano Ferreira e Diego Medeiros Bento, além dos representantes da Vale, Iuri Brandi e Robson Zampaulo e da Brandt Meio Ambiente, Thiago Lima e Allan Calux.

 

Compensação espeleológica

As cavidades naturais subterrâneas são protegidas nos termos da legislação ambiental brasileira. Empreendimentos e atividades potencialmente impactantes ao patrimônio espeleológico devem passar por licenciamento ambiental e adotar medidas de compensação como forma de compatibilizar as atividades econômicas e a proteção ao meio ambiente.

Em 2008 foi publicado o Decreto nº 6.640 que, entre outros pontos, introduziu no arcabouço jurídico brasileiro a possibilidade de supressão de cavernas, bem como o conceito de relevância de cavidades naturais subterrâneas, que passaram a ser classificadas em graus máximo, alto, médio e baixo de relevância, sendo somente as de máxima relevância protegidas de impactos negativos irreversíveis. O Decreto nº 6.640/2008 ainda institui formas de compensação por impactos ambientais ao patrimônio espeleológico no rito do licenciamento ambiental.

A publicação do Decreto 10.935/2022 manteve a compensação espeleológica e, nos casos de impactos negativos irreversíveis em cavidades naturais subterrâneas com alto grau de relevância, definiu basicamente duas formas de compensação espeleológica: a primeira, como regra geral para o licenciamento ambiental, o empreendedor deve assegurar a preservação de cavernas in loco. Já a segunda, possibilita ao Instituto Chico Mendes a definição, de comum acordo com o empreendedor, outras formas de compensação.

 

Cerimônia encerra Congresso Brasileiro de Espeleologia (CBE)
Último dia de evento oficializou o início das atividades em torno do novo CBE, que será realizado entre dias 26 a 29 de julho de 2023, em Curitiba (PR)
 
Brasília, 25 de abril de 2022.
 

O último dia do 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia (CBE) aconteceu nesse sábado (23). Uma cerimônia de encerramento com a participação do coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), Jocy Cruz, com os presidentes do congresso, Paulo Arenas, da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Roberto Cassimiro, e do 37º CBE, Gisele Sessegolo, oficializou o início das atividades em torno do novo congresso, que será realizado entre dias 26 a 29 de julho de 2023, em Curitiba (PR). Além disso, os participantes agradeceram a presença e dedicação de todos os envolvidos no encontro.

"Estou muito feliz com o que aconteceu em todos esses dias de congresso. A ideia do Cecav é continuar contribuindo o máximo possível com a SBE. Espero que nos encontremos em julho, em Curitiba, nós teremos o prazer de fazer tudo isso acontecer novamente, comentou Jocy Cruz.

O 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia foi marcado por palestras com grandes nomes na área da espeleologia, apresentação de novas tecnologias de mapeamento, mesas redondas, feira cultural, entregas de prêmios do concurso de topografia e de trabalhos científicos com o lançamento do I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret. Assista aqui a cerimônia de premiação!

Foto Carla Lessa 2

Cerimônia de premiação do I Prêmio Nacional Michel Le Bret. Foto Carla Lessa.

 

Durante a realização do congresso, houve espaço para lembrar àqueles que tanto contribuíram para o crescimento da espeleologia, mas que não estão mais entre nós, como Felipe Santos de Paula, que foi biólogo e consultor ambiental e, também, para celebrar compromissos da comunidade espeleológica com as pautas feminista, de inclusão e diversidade e de defesa das cavernas.

 

foto mulheres

Palestra "Mulheres na Espeleologia Brasileira: dos desafios históricos e panorama atual às perspectivas futuras". Foto Maurício Andrade

 

"O Congresso Brasileiro de Espeleologia representa, antes de mais nada, a congregação de pessoas com o objetivo de estudar o patrimônio espeleológico brasileiro. Lembremos do tema: explorar, compreender e proteger, mas lembremos que a paixão pelas cavernas e a união pelas pessoas possibilita que a nossa comunidade espeleológica, perante as demais sociedades tenha o devido destaque no cenário mundial", disse Roberto Cassimiro, Presidente da SBE.

 

 


 

 
Cecav publica relatório anual
Material traz as ações em prol do patrimônio espeleológico realizadas em 2021
 
Brasília, 21 de abril de 2022.

O Relatório Anual do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) acaba de ser publicado. O material traz as ações realizadas em 2021, que contaram com a participação e expertise de todos os servidores e colaboradores do centro de pesquisa, além da colaboração da comunidade científica, de Organizações não Governamentais, da sociedade civil e dos setores público e privado.

Entre as ações de 2021 relatadas está a parceria firmada com a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e as inscrições para o I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret. A premiação, que ocorrerá em abril de 2022, no 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia, tem como objetivo incentivar o desenvolvimento e publicação de pesquisas científicas, inventários e soluções técnicas direcionadas à conservação dos ecossistemas cavernícolas e espécies associadas, assim como auxiliar no manejo das unidades de conservação federais com este tipo de ambiente.

Além dos projetos contínuos desenvolvidos pelo Cecav, como o Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico Brasileiro, o Relatório Anual destaca três novos projetos de pesquisa e conservação coordenados pelo centro, que se somam aos 63 projetos que continuam em execução no âmbito dos Termos de Compromisso de Compensação Espeleológica.

Também são trazidas informações acerca do início da execução do projeto "Ampliação da Pesquisa e Conservação do Patrimônio Espeleológico no Nordeste Brasileiro", que busca realizar inventários (atividades de prospecção espeleológica e validação) em áreas de reconhecido potencial espeleológico no Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Bahia, diagnosticando a situação do patrimônio espeleológico nestas regiões e orientando o uso turístico em cavernas no Parque Nacional da Furna Feia (RN) e Felipe Guerra (RN).

Assim como em 2021, o Cecav espera neste ano continuar avançando em muitas frentes de trabalho, contando com o apoio de toda a equipe e reforçando a missão de conservar o patrimônio espeleológico brasileiro. Para ter acesso a mais detalhes sobre essas e outras ações do Cecav no ano de 2020, acesse o Relatório de Gestão(link).

 


 

Congresso Brasileiro de Espeleologia acontece em abril
A 36º edição do encontro será em Brasília, nos dias 20 a 23
 
Brasília, 05 de abril de 2022.
 
congresso

Com o objetivo de ampliar o conhecimento acerca das cavernas e do carste, promovendo discussões sobre aspectos técnicos e científicos em relação à proteção do patrimônio espeleológico, será realizado nos dias 20 a 23 de abril o 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia.

Saídas de campo e expedições pré-congresso serão realizados a partir do dia 16, para participar os interessados deverão se inscrever previamente. Entre as expedições previstas está Expedição Terra Ronca Peter 1, nas cavernas Terra Ronca I e II e Angélica, em Goiás. Para ter acesso à programação completa do 36 º Congresso Brasileiro de Espeleologia acesse aqui.

O evento contará com diversas mesas-redondas, entre elas as dos temas "Conservação do Patrimônio Espeleológico: avanços e novos desafios", que contará com a participação do coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio), Jocy Cruz, e "Evolução de tecnologias aplicadas ao estudo de meio biótico", com a participação do analista ambiental do Cecav, Diego Bento.

Minicursos também serão realizados durante o evento, entre eles o de "Possibilidades de uso de dados e análises moleculares em Estudos de Biologia Subterrânea no Licenciamento Espeleológico", ministrado por Diego Bento, no dia 20, cujo objetivo é apresentar as possibilidades de utilização de dados e análises moleculares, particularmente utilizando o marcador mitocondrial COI (código de barras de DNA), em estudos de biologia subterrânea e no licenciamento ambiental espeleológico. Já no dia 21, será realizada a premiação do I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret, que acontecerá no dia 21.

 


Águas subterrâneas são tema do Dia Mundial da Água
Data tem como objetivo promover a reflexão acerca da importância dos recursos hídricos
 
 
Brasília, 22 de março de 2022.
 

Hoje, 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água, definido pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992. A data tem como objetivo promover a reflexão sobre a importância desse bem natural, assim como o gerenciamento sustentável dos recursos hídricos. O tema escolhido em 2022 é "Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível". De acordo com a UN-Water, edição de 2022 do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial da Água das Nações Unidas,  a ideia é mostrar o quanto essas águas são importantes para a vida na terra, apoiando no abastecimento de água potável, sistemas de saneamento, agricultura, indústria e ecossistemas. Para celebrar a data, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) traz como cenário a Gruta do Lago  Azul, localizada na área rural de Bonito (MS) e protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Nacional (IPHAN), desde 1978.

Segundo a UN-Water 2022, em muitos locais ocorre exploração sem planejamento, além da poluição das águas subterrâneas, o que torna necessário um gerenciamento mais eficaz. Com esse objetivo, qualquer empreendimento ou atividade potencialmente impactante ao patrimônio espeleológico devem seguir a legislação ambiental vigente, entre elas o turismo.

Para reduzir os impactos e preservar os ambientes cavernícolas e espécies associadas, quando a atividade de mergulho possuir finalidade turística conforme previsto no artigo 6º da Resolução CONAMA nº 347/2004, deverão ser observadas as regras estabelecidas no plano de manejo espeleológico aprovado para a cavidade natural subterrânea. As atividades de mergulho em cavernas, quando realizadas dentro das boas práticas, podem ser consideradas de baixo impacto ambiental e devem ser incentivadas, uma vez que podem contribuir para a geração de conhecimento, trazendo novas informações e dados importantes para a ciência e para a conservação do patrimônio espeleológico.

Lago Azul
Foto: Gruta do Lago Azul, Diego de Medeiros Bento.

CECAV, UFLA e UFRN elaboram cartilha que subsidiará ações de educação ambiental espeleológica
Material de capacitação e educação ambiental espeleológica foi resultado de tese de analista ambiental do Cecav
 
 
Brasília, 18 de março de 2022.
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Capa Vida nas CaveRNas
 

Uma cartilha elaborada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio), UFLA e UFRN fará parte dos materiais utilizados para capacitação e educação ambiental espeleológica nas áreas com a maior concentração de cavernas no Rio Grande do Norte. A cartilha, intitulada "Vida nas CaveRNas", será utilizada em capacitações e ações de educação ambiental envolvendo principalmente professores e alunos do 6º ao 9° ano nas escolas dos municípios de Felipe Guerra e Baraúna. No dia 7 de março, a equipe do CECAV/RN entregou 1.800 cópias da cartilha às secretarias municipais de educação dos municípios, bem como iniciou a articulação para o início das atividades, que começará com a capacitação dos professores. Em Baraúna, houve reunião com a presença da prefeita e das secretárias de Educação e de Turismo. Na Câmara Municipal de Felipe Guerra, houve ainda uma apresentação do material aos secretários de Educação e de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos, além de diretores de escolas e de professores.

A cartilha foi desenvolvida a partir da tese de doutorado do analista ambiental Diego Bento, que teve como principal laboratório as cavernas da região oeste do RN, e contou ainda com ilustrações de Pedro Busana, da Faunart Illustration. A versão digital da cartilha pode ser baixada aqui.

 

Patrimônio espeleológico em Felipe Guerra

Localizados a 340 e 320 Km de Natal, respectivamente, os municípios de Felipe Guerra e Baraúna abrigam as maiores concentrações de cavernas no RN. Felipe Guerra é o município com a maior quantidade de cavernas atualmente conhecidas no RN (403), e Baraúna é o segundo (324 cavernas, incluindo as 206 atualmente conhecidas na área do Parque Nacional da Furna Feia). Além da riqueza de cavernas, destacam-se ainda pela relevância e singularidade da biodiversidade subterrânea, que é justamente o foco da cartilha.

Os municípios são o principal alvo das atividades desenvolvidas pelo CECAV/RN, que visam revelar o patrimônio espeleológico e a sua biodiversidade subterrânea associada, preservá-la e identificar potenciais turísticos, visando promover uma visitação com impacto mínimo tanto para o meio ambiente quanto para seus visitantes nesse cenário que se tornou esse um dos locais de destaque no Brasil. Estimular a educação ambiental espeleológica, assim como as demais atividades realizadas na região, é mais uma estratégia que visa promover a conscientização e conservação dessas riquezas naturais.


LOGO Premio MLB AQUARELA
 
Conheça os ganhadores do I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret
 
 
Brasília, 14 de março de 2022.
 
 

A banca organizadora do I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret definiu os artigos científicos ganhadores do concurso. Dividido nas categorias: ampla concorrência, pós-graduando e seção técnica, a premiação, que acontecerá no dia 21/04, no 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia (CBE), dará aos vencedores o direito de terem seus artigos científicos publicados na Revista Brasileira de Espeleologia (RBEsp) ou na Espeleo-Tema, além de uma quantia paga em dinheiro.

Voltada para estudantes, pesquisadores e espeleólogos, a iniciativa é uma parceria entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) e a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE). O objetivo é incentivar o desenvolvimento e publicação de pesquisas científicas, inventários e soluções técnicas direcionadas para a conservação dos ecossistemas cavernícolas e espécies associadas, assim como auxiliar no manejo das unidades de conservação federais com este tipo de ambiente.

Conheça os premiados:

Categoria: Ampla concorrência

1º colocado: "Aspectos ecológicos de duas grandes colônias de morcegos nectarívoros (Anoura geoffroyi gray, 1838) residentes em cavernas no Brasil: implicações para conservação"

Responsável : Aline da Silva Reis

Participantes: Aline da Silva Reis; Robson de Almeida Zampaulo; Sônia A. Talamoni.

 

Categoria: Pós-graduação

1º colocado: "Caracterização espeleológica e sedimentar de uma caverna do maciço quartzítico Serra São José, Minas Gerais"

Responsável: Liliane de Jesus

Participantes: Liliane de jesus Brandão; Rafael Costa Cardoso; Roberto Franco; Diego Tassinari; Camila Rodrigues Costa; Alexandre Christófaro Silva; Rodrigo Lopes Ferreira.

 

2º colocado: "Potencial biotecnológico de bactérias cultiváveis obtidas a partir da gruta Martimiano II Parque Estadual do Ibitipoca – MG"

Responsável: Lara Guerra

Participantes: Lara Chaves Carvalho Guerra, Camila Gracyelle de Carvalho Lemes; Lendro Marcio Moreira.

 

3º colocado: "Automação de processos no mapeamento espeleológico 3D a partir de modelos fotogramétricos de cavidades subterrâneas em Minas Gerais, Brasil"

Responsável: Paulo Rodrigo Simões

Participantes: Paulo Rodrigo Simões; Luís Augusto Koenig Veiga; Marcio Augusto Reolon Schmidt.

 

Categoria: Seção técnica

1º colocado: "As cavernas no caminho das linhas de transmissão de energia – um relato sobre a defesa do patrimônio espeleológico paranaense"

Responsável: Rodrigo Aguilar

Participantes: Rodrigo Aguilar Guimarães, Nair Fernanda Burigo Mochiutti; Gilson Burigo Guimarães; Henrique Simão Pontes; Laís Luana Massuqueto; Antonio Carlos Foltran; Tatiane Ferrari do Vale.

 

2º colocado: "A história do TOPGRU"

Responsável: Guilherme Augusto Rodrigues de Sousa

Participantes: Guilherme Augusto Rodrigues de Sousa; Marcelo Taylor de Lima.

 

3º colocado: "Metadiamictito ferruginoso e seu potencial muito alto de ocorrênciade cavidades: estudo de caso do Vale do Rio Peixe Bravo, MinasGerais, Brasil"

Responsável: Felipe Fonseca do Carmo

Participantes: Felipe Fonseca do Carmo; Rogério Tobias Júnior; Luciana Hiromi Yoshino Kamino; Flávio Fonseca do Carmo.

 


 Tainá e os Guardiões da Amazônia no escurinho da caverna
História em quadrinhos será criada com o intuito de promover conhecimento sobre as cavernas e os ambientes cársticos do Brasil
 
Brasília, 25 de fevereiro de 2022
 
 
 
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Promover a educação ambiental para jovens e crianças é um compromisso com o futuro do planeta, é plantar sementes que se espalharão entre os lares e poderão tornar famílias mais conscientes sobre a importância da conservação de nossos bens naturais. Esse aprendizado, desde cedo, é o que permitirá que as novas gerações, que amanhã ocuparão cargos nos governos e em lideranças mundiais, saibam lidar com os grandes desafios ambientais que enfrentarão pela frente.

Partindo dessa premissa, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio), por meio de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) firmado com a Anglo American, lança um projeto em parceria com a Sincrocine Produções Cinematográficas. A empresa será responsável por produzir uma história em quadrinhos (HQ) com audiotranscrição sobre as cavernas e os ambientes cársticos do Brasil, protagonizados pela personagem Tainá e os Guardiões da Amazônia, contando com a participação do personagem Mauro, o Morcego.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), os quatro objetivos da educação ambiental para crianças são:

  • Conscientizá-las e sensibilizá-las em relação aos problemas ambientais;
  • fomentar seu interesse em relação ao cuidado e melhoria do meio ambiente;
  • desenvolver na infância a capacidade de aprender sobre o meio que nos cerca;
  • ampliar seus conhecimentos ecológicos, em assuntos como energia, paisagem, ar, água, recursos naturais e vida silvestre.

Em maio de 2021, mais de 80 representantes de países, incluindo o Brasil, assumiram o compromisso com a Declaração de Berlim sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) durante a Conferência Mundial Virtual. O acordo prevê uma série de políticas para transformar a aprendizagem da educação ambiental em um componente curricular básico presente em todos os níveis de educação até 2025.

Aproveitando o alcance e apelo que histórias em quadrinhos possuem, a HQ "Tainá e os Guardiões da Amazônia no escurinho da caverna" pretende estimular nas crianças o respeito à diversidade, às diferenças culturais, suas habilidades e limitações, trazendo uma mensagem de respeito, amizade e cuidado com as cavernas e o ambiente cárstico.

Tainá e os Guardiões da Amazônia

A história em quadrinhos será inspirada na série de TV " Tainá, e os Guardiões da Amazônia'. A série de TV é uma produção audiovisual adaptada da trilogia de sucesso dos cinemas brasileiros que tem como protagonista a indiazinha Tainá que, junto de seus amigos, protege a Floresta Amazônica.

Tainá é uma menina corajosa, destemida e ao mesmo tempo doce. Ela possui três grandes amigos, chamados de Guardiões da Amazônia: o macaco Catu, que é divertido e inteligente; a ouriça Suri, que é curiosa, baixinha (pequena) e bem meiga e o Pepe, o urubu-rei, que é sábio, com amplo conhecimento sobre a fauna e a flora brasileira. Mauro, o morcego, é um outro personagem da série de TV. Ele teve sua primeira aparição na primeira temporada de Tainá e, nesta história, será o protagonista. Os cinco juntos vão viver divertidas aventuras enquanto exploram e aprendem mais sobre cavernas e sua extraordinária diversidade.

O gibi irá combinar divulgação científica, aventura, ciência e suspense de forma a atrair a atenção dos leitores. A HQ pretende estimular nas crianças o respeito à diversidade, às diferenças culturais, suas habilidades e limitações, trazendo uma mensagem de respeito, amizade e cuidado com as cavernas e o ambiente cárstico.

O Cecav acredita que ações como essa trazem importantes contribuições ao processo de formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Por meio do projeto da história em quadrinhos, o Centro de Pesquisa pretende envolver pais e crianças em um aprendizado lúdico sobre a importância desses ecossistemas frágeis, que exercem papel fundamental na conservação de espécies endêmicas, serviços ecossistêmicos e da história do país.

 

 


Cecav lança vídeo comemorativo
Centro de pesquisa completa 25 anos em 2022

 

Brasília, 17 de fevereiro de 2022

25 anos

 

Em 2022, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) completa 25 anos. Reconhecido como principal responsável pela conservação do patrimônio espeleológico nacional, o Cecav assume, desde o dia 5 de junho de 1997, o papel de conservar esse ecossistema frágil, diretamente relacionado à conservação de aquíferos, nascentes, biodiversidade, geologia, cultura e a história de nosso país.
 
Para assitir, clique aqui.
 

Cecav participa de curso sobre noções básicas de espeleologia
Atividade acontece neste final de semana
 
Brasília, 17 de fevereiro de 2022
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Convite Noções básicas de espeleologia

O Grupo Espeleológico da Geologia da Universidade de Brasília (Gregeo/UNB) realizará  no dia 19/02(virtual) e no  20/02(presencial), o minicurso de Noções Básicas de Espeleologia. A atividade contará com a participação do servidor do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), José Carlos Ribeiro Reino, no dia 19, às 15h,

Com diversas palestras sobre os tópicos básicos da espeleologia voltados à formação de novos membros do grupo, a iniciativa busca fortalecer entidades que contribuem para o conhecimento e conservação do Patrimônio Espeleológico brasileiro.

O minicurso conta com uma a saída de campo, não obrigatória, que ocorrerá no dia 20/02, com saída às 08h do campus Darcy Ribeiro, estacionamento do ICC Sul da UNB. As cavernas visitadas estão localizadas a cerca de 50km de Brasília, na zona rural próximo à Fercal, região da cidade satélite de Sobradinho (DF). Aqueles que participarem de todas as atividades ganharão um certificado. 

Inscreva-se!

 

EspeleoInfo ganha nova seção
A edição do mês de janeiro troiuxe uma novidade
 
Brasília, 16 de fevereiro de 2022.
 
EspeleoInfo n 13 2022
 

A edição número 13 da revista digital do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) ganhou no mês de janeiro uma seção especial para divulgar as publicações inseridas no acervo da biblioteca digital. Criada com o intuito de proporcionar um amplo acesso às informações referentes ao patrimônio espeleológico e espécies associadas, a ideia é que o acervo digital se torne fonte de excelência para informação e pesquisa.

A seção inaugural contou com algumas sugestões bibiográficas, nos meses seguintes traremos as novas inserções realizadas, que representam uma importante fonte de conhecimento na área de espeleologia, em nível nacional.

A Biblioteca Digital do Cecav é uma solução baseada em DSpace, software livre que segue padrões internacionais de compartilhamento de informações, sendo possível acessar listagem bibliográfica de livros, dissertações, teses, artigos, relatórios, mapas e vídeos. Para acessar a Biblioteca Digital do Cecav, clique aqui.

Acompanhe a divulgação da EspeleoInfo todos os meses e fique informado sobre pesquisas, editais, chamadas de projetos, cursos, eventos, atividades relativas à missão institucional do Cecav e sobre os novos conteúdos disponibilizados em nossa biblioteca.

 

Nova edição da Revista Brasileira de Espeleologia é lançada
Veículo atua como importante ferramenta de informações sobre o patrimônio espeleológico
 
Brasília, 14 de fevereiro de 2022.
CAPA REBesp nv2 n10 1

A 14ª edição da Revista Brasileira de Espeleologia (RBesp) traz à comunidade acadêmico-científica e à sociedade o artigo "Resgate de Litotipo e Espeleotemas em Cavernas Carbonáticas, Matozinhos (MG)". Desenvolvida por Juliana Timo,Daniel Galupo,Ivia Lemos e Mariana Timo, a pesquisa teve como objetivo realizar o resgate espeleológico nas cavidades BM-157 e BM-158, no município mineiro. O estudo identificou diversos tipos de espeleotemas, como estalactites, estalagmites, cortinas, escorrimentos, coraloides e casca fina.

Os espeleotemas funcionam como arquivos históricos. Por meio da análise desses elementos naturais, a ciência consegue identificar as características do clima de cada região. São formados a partir de uma sedimentação química, que ocorre dentro de cavernas, sendo compostos principalmente por calcita ou aragonita. A formação é feita a partir da água de gotejamento que pinga dos tetos das cavernas ou escorrem por suas paredes.

Sobre a Revista Brasileira de Espeleologia

Lançada em 2010, a RBesp adotou uma nova linha editorial em 2020, passando a receber publicações técnicas, como relatos de expedições e resenhas de livros. Além disso, o novo formato da revista eletrônica passou a ter entre seus objetivos a promoção de ações para ampliar a possibilidade de contribuição da comunidade espeleológica.

A Revista utiliza como base tecnológica o Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas - SEER, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT/MCT. O SEER foi idealizado para facilitar o processo editorial e o acesso aos mais variados tipos de usuários de informações acadêmicas e científicas.

Para mais informações, acesse aqui.

 


Cecav lança logomarca comemorativa
Lançamento celebra os 25 anos de criação do Centro de Pesquisa
 
Brasília, 04 de fevereiro de 2022.
 
 
logo cecav 25 anos
 

Em 2022, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) completa 25 anos de existência. Para celebrar a data, o Cecav lança uma logomarca especial, o novo desenho incorpora a idade do Centro de Pesquisa às representações do interior de uma caverna e alguns de seus atributos naturais, os espeleotemas e recursos hídricos. O aniversário acontece no dia 5 de junho e ao longo de todo o ano, o Cecav utilizará sua logomarca comemorativa em materiais de divulgação e documentos oficiais.

Durante esses 25 anos, o Cecav estabeleceu parcerias com os mais diversos segmentos da sociedade, atuando de forma conjunta com os diferentes entes que compõem o Sistema Nacional do Meio Ambiente SISNAMA e atendendo às determinações ministeriais para condução dos processos de discussão interinstitucionais, especialmente voltados ao atendimento da legislação ambiental relativa ao Patrimônio Espeleológico.

Hoje, o Cecav é reconhecido como principal responsável pela conservação do Patrimônio Espeleológico Nacional, destacando-se como interlocutor governamental no campo da espeleologia.

 


 Brasília, 11 de janeiro de 2022.

 

Mensagem Atencao Correcao Email2

 

 


 

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Cecav realiza oficina presencial de elaboração do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil)

Encontro aconteceu entre os dias 22 a 26 de setembro na Serra do Cipó (MG)

Brasília, 07 de dezembro de 2021.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV/ICMBio) promoveu entre os dias 22 e 26 de novembro, na Serra do Cipó (MG), a oficina presencial de elaboração do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil). O evento teve como objetivo planejar, de forma participativa, uma estratégia para conservação do patrimônio espeleológico e das espécies cavernícolas ameaçadas de extinção.

Reunindo 25 participantes de 14 instituições, entre pesquisadores, especialistas, terceiro setor e instituições públicas, a oficina permitiu uma interação produtiva entre os diferentes setores da sociedade que trabalham em prol da conservação do patrimônio espeleológico brasileiro e obteve como produto a matriz de planejamento, que é a base operacional de todo o PAN.

Devido à pandemia da Covid 19, a elaboração do PAN foi iniciada virtualmente com a oficina virtual de elaboração, que ocorreu nos meses de novembro e dezembro de 2020, contando com a presença de 39 participantes de 24 instituições. Na ocasião, o objetivo foi levantar as ameaças ao patrimônio espeleológico brasileiro e construir preliminarmente os objetivos gerais e específicos do PAN.

A oficina presencial foi realizada utilizando todos os protocolos sanitários exigidos, como testagem dos participantes, hospedagem em quartos individuais, ambiente arejado, distanciamento, uso de máscaras e utilização de álcool em gel. Neste encontro foi finalizada a elaboração do PAN, com a construção final dos objetivos e das ações previstas.

Dentre as instituições presentes estavam: Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal do Tocantins (UTO), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Superintendência Regional de Meio Ambiente de Minas Gerais (SUPRAM/MG), Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e outras organizações parceiras.

Foto Ivan Campos
Participantes da Oficina Presencial de Elaboração do PAN Cavernas do Brasil. Foto: Ivan Campos.

Sobre o PAN Cavernas do Brasil

O PAN contempla 174 espécies cavernícolas, incluindo espécies constantes nas Portarias MMA Nº 444/2014 e N° 445/2014 e espécies que foram validadas como ameaçadas no segundo ciclo de Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, realizado em 2019. Dessas, constam 155 espécies de invertebrados terrestres e aquáticos, além de 15 espécies de peixes e quatro de morcegos cavernícolas. O Objetivo Geral do PAN, construído durante a oficina presencial, é prevenir, reduzir e mitigar os impactos e danos antrópicos sobre o patrimônio espeleológico brasileiro, espécies e ambientes associados, em cinco anos. Para tanto, o Plano foi elaborado com 4 objetivos específicos e 45 ações. Dessa forma, o PAN pretende diminuir os impactos negativos das ações antrópicas sobre os alvos de conservação e incentivar a pesquisa científica para geração de conhecimento com a finalidade de subsidiar as ações de conservação. O fato de abordar a conservação do patrimônio espeleológico como alvo de conservação, além das espécies ameaçadas, evidencia uma particularidade deste PAN e o diferencia dos demais Planos de Ação para Conservação de Espécies.

As principais ameaças diagnosticadas durante a oficina virtual foram: atividades minerárias; empreendimentos lineares e de geração de energia; atividades agropecuárias; ocupação urbana; visitação desordenada e a coleta ilegal de material paleontológico, mineral e arqueológico; lacunas de conhecimento e desinformação sobre o patrimônio espeleológico e ambientes associados e as falhas nos instrumentos normativos e na aplicação das normas e na gestão pública.

A ideia de elaborar um Plano de Ação que abranja todas as regiões do país surgiu durante a execução do PAN Cavernas do São Francisco, executado entre 2011 e 2017, já que nesse plano diversas ações foram planejadas para além da Bacia do Rio São Francisco, compreendendo todo o território nacional. Apesar do PAN Cavernas do Brasil abranger todo o território brasileiro, áreas serão elencadas, de acordo com as ameaças, onde os esforços serão concentrados na execução das ações.

O processo de elaboração do PAN Cavernas do Brasil é coordenado pelo analista ambiental Maurício Carlos Martins de Andrade do Cecav e supervisionado pelas bolsistas Ana Carolina Martins e Elizabeth Santos, que fazem parte da Coordenação de Identificação e Planejamento de Ações para a Conservação (Copan) e tem o apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta/ICMBio) na facilitação das oficinas, por meio do analista ambiental Claudio Rodrigues Fabi.

Maurício Andrade Abertura da Oficina Presencial de Elaboração do PAN Cavernas do Brasil pelo Coordenador do CECAV  Jocy Brandão Cruz
Abertura da Oficina Presencial de Elaboração do PAN Cavernas do Brasil pelo Coordenador do CECAV, Jocy Brandão Cruz. Foto: Maurício Andrade.

Compensação espeleológica é tema de Workshop
Evento online reúne especialistas de diversas instituições
 
 
Convite Workshop
 
Brasília, 02 de dezembro de 2021.

Interessados em participar do workshop "Definição da área de influência de cavidades naturais subterrâneas e alternativas para a compensação espeleológica", que acontecerá entre os dias 06 e 10/12, das 08h às 12h (pelo fuso horário de Cuiabá),poderão se inscrever neste site. Promovida pelo Grupo Bom Futuro e direcionada para técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso, a atividade terá como mediadora a Spelayon Consultoria, que transmitirá o evento em seu canal no YouTube.

No último dia do workshop, o coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) , Jocy Cruz, ministrará a palestra "Programa Nacional de Proteção ao Patrimônio Espeleológico e os projetos desenvolvidos a partir da Compensação Espeleológica", a partir das 11h. Para conferir a programação completa do evento, clique aqui.

Compensação Espeleológica

Em 2008 foi publicado o Decreto nº 6.640 que alterou significativamente os dispositivos do Decreto nº 99.556/1990 e, entre outros pontos, introduziu no arcabouço jurídico brasileiro a possibilidade de impactos negativos irreversíveis de cavernas, bem como o novo conceito de relevância de cavidades naturais subterrâneas, que passaram a ser classificadas em graus máximo, alto, médio e baixo de relevância, sendo somente as de máxima relevância protegidas de qualquer impacto.

O Decreto nº 6.640/2008 ainda instituiu, em seu artigo 4º, formas de compensação de danos ambientais relacionadas especificamente à conservação do patrimônio espeleológico no rito do licenciamento ambiental.

Saiba mais sobre a compensação espeleológica

Serviço:

Workshop: "Definição da área de influência de cavidades naturais subterrâneas e alternativas para a compensação espeleológica"

Data: 06 a 10/12

Horário: das 08h às 12h (fuso horário de Cuiabá)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/workshop-sobre-a-definicao-de-area-de-influencia-de-cavidades-e-alternativas-para-a-compensacao__1428006

Histórias da Espeleologia

Entrevista conta um pouco sobre o trabalho de quem atua na descoberta de cavernas

Brasília, 02 de novembro de 2021.

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Fotos: José Iatagan Mendes de Freitas, Acervo Cecav. 

 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) é reconhecido como principal responsável pela conservação do Patrimônio Espeleológico Nacional, destacando-se como interlocutor governamental no campo da espeleologia. Para desempenhar sua missão, a de proteger e conservar os ambientes cavernícolas e espécies associadas, o Centro de Pesquisa conta com importantes protagonistas da história da espeleologia, entre eles, José Iatagan Mendes de Freitas ou apenas Iatagan ou Iata, como é chamado por todos os colegas.

Lotado na base do Cecav do Rio Grande do Norte, o servidor coleciona histórias de vida e trabalho, contribuição para a espeleologia brasileira e para o serviço público. Entre as frentes de trabalho executadas por Iatagan, está a de prospecção de cavernas, atividade realizada por meio das Bases Avançadas espalhadas pelo território nacional, que tem identificado e validado cavernas, aumentado o número de ocorrências ano a ano e enriquecendo um cenário de mais de 22.000 cavernas (o que representa cerca de 10% do potencial estimado).

No caso do Rio Grande do Norte, que atualmente tem cadastradas 1.315 cavidades naturais subterrâneas, a grande maioria foi identificada por meio da prospecção espeleológica. A Prospecção Espeleológica é o método direto para identificação de cavidades naturais subterrâneas e feições geomorfológicas de interesse espeleológico. A partir da realização desse trabalho, é possível conhecer o patrimônio espeleológico da área de interesse, ter informações para subsidiar o planejamento de estudos espeleológicos complementares

Na identificação de uma feição promissora à presença de cavernas, é importante uma boa equipe de prospecção espeleológica. A atividade em campo deve ser liderada por uma pessoa experiente com conhecimentos geológicos, geomorfológicos e hidrológicos.

O aumento do conhecimento acerca do patrimônio espeleológico (gerando informações necessárias ao seu correto manejo e conservação) no estado do Rio Grande do Norte, e seu papel de destaque em relação às demais unidades da federação, não teria acontecido se não fossem os esforços depreendidos por esse servidor com sobrenome indígena, resistência física, técnica apurada, conhecimento de campo cirúrgico, calma e gentileza (sempre com uma garrafinha de água gelada para oferecer durante as árduas atividades de campo, em meio ao sol escaldante do semiárido nordestino).

É por isso que hoje trouxemos uma entrevista com Iatagan, que nos contará algumas de suas muitas histórias de vida e trabalho, contribuição para a espeleologia brasileira e para o serviço público.

Como você entrou no Cecav? Conta um pouco sobre essa história?

Iatagan: Eu era do Ibama, né? Quando houve a divisão do Ibama e do ICMBio, e eu já fazia parte do Cecav, que era uma divisão do Ibama mas foi para o ICMBio, eu fui transferido para o novo instituto.

No Ibama você já trabalhava com cavernas?

Iatagan: Já trabalhava. Trabalhava na fiscalização e também com as cavernas.

Sua família é da região? Você foi criado aqui?

Iatagan: Eu sou da região, eu sou de Mossoró, meu pai também. Ele trabalhou muito tempo aqui onde é hoje o Parque Nacional da Furna Feia, que era a antiga Fazenda Maísa.

Você tem noção de quantas cavernas você já descobriu?

Iatagan: Ah, não. Tem várias! Eu trabalho muito tempo na prospecção. Já houve dia em que a gente, quando sentava, no final da tarde, a gente ia fazer fichas e aí tinha vez que a gente encontrava dez, outros, cinco. Aí ficava aquela guerra dizendo " ah eu vou dar uma caverna pra você, que você não achou nenhuma", aí ficava brincando.

Tem alguma caverna descoberta que foi especial, que você deu o nome em homenagem a alguém ou a alguma coisa?

Iatagan: Eu tenho uma caverna que eu dei o nome em homenagem ao meu neto. A caverna é pequena. Eu dei o nome de caverna do Iago. Uma outra vez encontrei uma caverna muito grande aqui na região, tinha um estagiário comigo, aí eu dei o nome de caverna do Estagiário. Hoje ela se chama Caverna Boa. A gente nunca se preocupou em colocar nome em homenagem. A gente nomeia as cavernas com nome de plantas, como tem caverna do Juazeiro, caverna da Quixabeira, do Arapuá; e nome de pássaro, caverna do Azulão, porque tinha um azulão cantando, aí a gente coloca né?

Qual a sua linha de trabalho no Cecav?

Iatagan: Ah, eu trabalho muito na área de prospecção, que é procurar as cavernas. Também faço a parte de topografia, eu trabalho com o equipamento, eu tiro as medidas, faço as visadas, ajudo na ponta de trena, mas todo trabalho é feito em equipe. Atualmente tenho trabalhado muito nas pesquisas biológicas também.

Você me falou sobre a mudança da tecnologia. Você participou dessa mudança? Antigamente era mais difícil?

Iatagan: Foi justamente quando a gente começou. As primeiras vezes que a gente começou a topografar aqui, era com aquela trena de fita e ficava bem mais difícil. Você fazia as bases, aí tinha que tirar todas as medidas: lateral, esquerda, direita, tudo com essa trena. Hoje, com essa trena a laser, você faz todas as medidas, tem a declividade e a inclinação nessa trena, nela mesmo faz as anotações. Isso facilita muito a topografia de uma caverna.

Antigamente você levava quanto tempo assim numa mesma caverna para topografar? E hoje, com o método novo?

Iatagan: Isso aí muda muito porque depende do tamanho da caverna e da dificuldade que tem a caverna. Mas uma caverna como a Furna Feia, que a gente passou duas semana topografando, porque era um sistema assim, bem diferente de hoje. Hoje, talvez a gente levasse uma semana.

Como é o trabalho da prospecção? Quais são os desafios?

Iatagan: A prospecção é um trabalho muito árduo, um trabalho assim, que a pessoa tem que ter uma certa experiência para andar nessa Caatinga. Eu trabalho há bastante tempo prospectando, mas tem coisas que a gente tem que ter muito cuidado, com o próprio andar no lajedo, que é onde tem as abelhas. Tem as macambiras, tem uma vegetação aqui que a gente chama de mufumbo, que é super difícil, que é para atravessar onde tem ela, mas é justamente onde tem ela que tem possibilidade de ter as cavernas.

E o que que você tem que carregar durante a prospecção?

Iatagan: A gente leva um gps, um rádio, água. Eu ando com muita água, sempre gostei de andar com muita água no mato. Eu ando no mínimo com três, quatro litros d'água, porque assim, graças a Deus, eu nunca passei sede no mato.

Essa técnica de prospecção é uma técnica do Brasil, vocês que criaram?

Iatagan: Essa é uma metodologia que foi criada aqui pra nossa região, Jocy (coordenador do Cecav) foi um dos pioneiros aqui que quando eu comecei a trabalhar. A gente marcava como que fosse uma quadra, eram quinhentos metros, a gente andava, porque era um só gps, a gente dividia em três. Aí a tecnologia foi aparecendo, hoje contamos com imagens de satélite também.

Quando você fala que trabalha com cavernas, sua família e amigos compreendem o trabalho? Eles ficam curiosos?

Iatagan: Não , é um trabalho que o pessoal não conhece bem. Meus próprios irmãos, minha família, ficam um pouco apreensivos né? "Ah, tem cuidado, não sei o quê". Minhas filhas falam: "ah, o senhor tá velho, tá bom de parar".

Você trabalhou no mapeamento da Trapiá, que é a maior caverna aqui da região. Como é esse trabalho e por que a gente ouve falar que é uma caverna muito difícil? Quais os desafios lá?

Iatagan: A Trapiá é uma caverna muito difícil, é uma caverna que por sinal na entrada tinha até abelha, a gente teve que montar uma missão lá, foi eu e Darcy (servidor do Cecav) tirar essa abelha. Primeiro a gente tirou uma abelha que tinha lá porque uma equipe que veio aqui se arriscou um pouco, desceu lá com essas abelha. A gente conseguiu tirar essa abelha, e é um rapel de uns 17 metros, é uma caverna muito difícil, muito quente, a umidade é muito alta, tem uma passagem que nos grandes invernos se fecha. Ela fica mais quente porque ela fecha. Teve uma vez que a gente desceu lá pra ir terminar a topografia e ela tava fechada, a gente teve que abrir, a gente levou ferramenta com pá, a gente cavou, abriu, mas quando abriu a caverna estava com o ar muito pesado, não dava pra respirar direito...

Quando você veio trabalhar aqui tinha quantas cavernas?

Iatagan: Na região onde hoje é o Parque Nacional da Furna Feia, só tinha três cavernas, Furna Feia, o Pinga e o Letreiro. E hoje tem 205, todas foram encontradas pelo Cecav.

Por meio das Histórias da Espeleologia fica aqui o agradecimento do Cecav a quem tem se dedicado por mais de uma década a contribuir para a proteção do patrimônio espeleológico brasileiro.


Brasília, 01 de novembro 2021.
Mensagem Luto2
 

Conhecimento a um click de distância
Biblioteca Digital do Cecav disponibiliza acervo na web

Brasília, 29 de outubro de 2021.

 

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Cada vez mais conectados ao universo digital, nossa maneira de arquivar e expandir o conhecimento também tem evoluído para além dos espaços físicos das bibliotecas tradicionais. Com isso, aprender e compartilhar aprendizados pode estar a uma distância cada vez mais próxima de nós e de outros interessados nessa bagagem de informações. Com apenas um click, páginas de experiências, pesquisas e relatos estão à disposição.

Para proporcionar um amplo acesso às informações contidas em seu acervo, além de ser fonte de excelência para a informação e a pesquisa e aumentar os conteúdos de espeleologia disponíveis na web, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) desenvolveu sua Biblioteca Digital.

A Biblioteca Digital de Informações Espeleológicas é uma solução baseada em DSpace, software livre que segue padrões internacionais de compartilhamento de informações, sendo possível acessar listagem bibliográfica de livros, dissertações, teses, artigos, relatórios, mapas e vídeos.

Atualmente, a Biblioteca Digital de Informações Espeleológicas possui mais de mil bibliografias cadastradas. É a única biblioteca pública focada em espeleologia. O acervo está dividido em cinco grandes áreas do conhecimento: Biologia Subterrânea, com 612 publicações, Geoespeleologia, com 402, Geotecnologia, 56, Licenciamento Ambiental, 140 e Sócio-Histórico e Cultural, com 39 publicações.

É importante ressaltar que as publicações disponibilizadas na Biblioteca digital de Informações Espeleológicas são de domínio público ou possuem direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando acesso ou o download gratuito das obras. Para o restante do acervo, encontra-se indicado o local onde está depositado, seja ele físico ou digital.

Clique aqui para ter acesso.

Acervo e Políticas de Aquisição e Seleção.

É compromisso do Cecav garantir a atualização, expansão e renovação permanente do acervo, que é composto por livros físicos e digitais e periódicos virtuais, que integram o Núcleo de Informações Espeleológicas (Nies). O Nies é o destino final da documentação arquivada pelo Cecav desde a sua fundação, em 1997, incluindo estudos espeleológicos relacionados a empreendimentos

A atualização do acervo é feita a partir de bibliografias gerais e especializadas, sugestões dos usuários, envio dos autores ao repositório ou a partir de pesquisa na rede mundial de computadores.

Tem um artigo publicado e não encontrou sua publicação na Biblioteca Digital? Encaminhe as referências para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Com inclusões semanais, gradativamente esse repositório representará uma importante fonte de consultas e pesquisas na área de espeleologia, em nível nacional e internacional.

Explore, compartilhe e expanda conhecimento!


Brasília, 19 de outubro de 2021.
 
Folder Prorrogacao

Servidores do Cecav participam de eventos online

Marcados para esta semana, encontros reunirão especialistas para discutir a proteção das cavidades naturais e espécies associadas

Brasília, 19 de outubro de 2021.

 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) estará presente em dois eventos nesta semana: SBEQ Online 2021, promovido pela Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros e o 1st Latin American Environmental DNA Metagenomics Symposium, organizado pelo Laboratório de Genética da Conservação (LGC), vinculado ao Programa de pós-graduação em Biologia de Vertebrados - PUC Minas. Os encontros contarão com a participação dos servidores José Carlos Reino e Diego Bento.

Um dos maiores eventos sobre morcegos do Brasil, o SBEQ Online 2021 terá como tema "Morcegos no Sul Global". O evento acontecerá do dia 19 a 22 de outubro, contando com a participação do Cecav no dia 22, sexta-feira, das 14h às 17h, na mesa-redonda "Energias renováveis, mineração e conservação de morcegos no Brasil". Além do servidor do Cecav, José Carlos Reino, são convidados o representante da Eletrosul, Carlos André Zucco, e o presidente da SBEQ, Enrico Bernard. O formato da mesa será de apresentações curtas de 25 a 30 minutos. O SBEQ Online 2021 contará, ainda, com outras mesas-redondas, além de exposição de trabalhos, pesquisas e outras ações que enriquecerão os debates.

Para programação completa do evento e outras informações, acesse: SBEQ Online - Morcegos no Sul Global | sbeq.

O 1st Latin American Environmental DNA Metagenomics Symposium reunirá pesquisadores de diversas áreas em palestras e mesas-redondas para a discussão do estado-da-arte, aplicações do eDNA e metabarcoding e objetivos comuns. A ideia é que a integração dos grupos de pesquisa, empenhados no desenvolvimento das metodologias de eDNA para a América Latina, possibilite o intercâmbio de experiências, soluções, ideias e o fortalecimento da comunidade científica da região.

O evento será realizado do dia 20 a 22 de outubro e é aberto a toda comunidade, tanto aos pesquisadores que já desenvolvem trabalhos com eDNA e metabarcoding, quanto aos entusiastas e todos que têm curiosidade em saber mais sobre o tema. A mesa "Opportunities and challenges for real life applications of eDNA tecnology", que acontecerá no dia 20, quarta-feira, a partir das 10h30, contará com a participação do servidor do Cecav, Diego Bento, além do pesquisador do Instituto Tecnológico Vale (ITV), Guilherme Oliveira e com o pesquisador da University of Guelph, Dick Steinke.

Para se inscrever no evento e conferir a programação completa, acesse: https://ciente.studio/1stLAeDNA

 

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SBEQ Online 2021

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1st Latin American Environmental DNA Metagenomics Symposium


Projetos de estudo sobre o patrimônio espeleológico ganham financiamento

Iniciativa atende ao Termo de Compromisso de Compensação Espeleológica (TCCE) nº01/2021, firmado entre o Cecav e a Margem Mineração.

Brasília, 08 de outubro de 2021.

Cinco projetos de estudo e pesquisa sobre o patrimônio espeleológico do Supergrupo Açungui foram selecionados e serão financiados, a partir de novembro de 2021. A iniciativa atende ao Termo de Compromisso de Compensação Espeleológica (TCCE) nº01/2021, firmado entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) e a Margem Mineração.

O edital para a seleção foi divulgado no dia 23 de junho, com validade até o dia 30 de julho. Por meio do documento, oito propostas foram recebidas e submetidas à análise técnica de dois pareceristas externos.

Conheça os cinco projetos selecionados e suas respectivas instituições executoras:

 

1. Manutenção da estrutura dos microhabitats no piso de cavernas turísticas como uma ferramenta de conservação e manejo da fauna de invertebrados

Centro de Estudos em Biologia Subterrânea – CEBS / UFLA

 

2. Análise de uso público e fatores de pressão sobre a gruta da Lancinha, como subsídios ao manejo adequado do Monumento Natural

Grupo Espeleológico do Paraná – GEEP-Açungui

 

3. A Gruta dos Paiva e seu entorno (Parque Estadual Intervales) – a importância de estudos básicos para implementação de estratégias de conservação e manejo

Instituto Brasileiro de Estudos Subterrâneos – IBES/UFSCAR

 

4. Cavernas como modelo para análise de mudanças climáticas: a importância de estudos básicos para implementação de estratégias de conservação

Instituto Brasileiro de Estudos Subterrâneos – IBES/UFSCAR

 

5. Registro sedimentar clásticos em cavernas no sistema cárstico do supergrupo Açungui para compreensão das variações paleoambientais

Universidade de Brasília – UnB

O TCCE tem como objetivo direcionar recursos financeiros de compensação ambiental para a proteção do patrimônio espeleológico nacional. Dentre os compromissos estabelecidos estão a execução de seis projetos de estudos de cavernas, sendo os cinco supramencionados e o sexto denominado "EspeleoPiraí: patrimônio espeleológico arenítico da Escarpa Devoniana em Piraí da Serra/PR" executado pelo GUPE – Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas.

O Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais é o gestor administrativo-financeiro de todos os seis projetos, auxiliando as instituições proponentes no desenvolvimento técnico e sendo responsável por supervisionar e monitorar a plena execução dos compromissos do TCCE assumidos pela Margem Mineração junto Cecav.


Incrições para o I prêmio nacional de espeleologia michel le bret vão até final de outubro
Estudantes, pesquisadores e espeleólogos poderão se inscrever, até o dia 31/10, ao I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret, uma iniciativa do Cecav, em parceria com a Sociedade Brasileira de Espeleologia(SBE).
 
 
Brasília, 04 de outubro de 2021.
 
LOGO Premio MLB AQUARELA

Divido nas categorias: ampla concorrência, pós-graduando, e jovem espeleólogo e seção técnica, a premiação, que acontecerá em 21/04/2022, no 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia (CBE), dará aos vencedores o direito de terem seus artigos científicos publicados na Revista Brasileira de Espeleologia (RBEsp) ou na Espeleo- Tema, além de uma quantia paga em dinheiro.

Michel Le Bret

Nascido na França, o espeleólogo Michel Le Bret foi responsável por importantes trabalhos na área da espeleologia em seu país de origem, entre elas estão os avanços na exploração e mapeamento, técnicas verticais, mergulho em cavernas e o desenvolvimento de novos equipamentos. No Brasil, fundou a primeira Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), e entre suas inúmeras contribuições, atuou na criação de bases para estruturar de maneira sistemática a ciência no país, incentivando o estudo e a pesquisa do patrimônio espeleológico brasileiro.

 

Abertas inscrições para o Congresso Brasileiro de Espeleologia
 
Brasília, 01 de outubro de 2021.
 
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A partir de hoje, 1º de outubro, estão abertas as inscrições para os interessados em participar do 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia, que será realizado dos dias 20 a 23 abril de 2022, em Brasília. O evento tem como objetivo ampliar o conhecimento acerca das cavernas e do carste, promovendo discussões sobre aspectos técnicos e científicos em relação à proteção do patrimônio espeleológico. As incrições vão até 19 de dezembro.

As inscrições para participar do congresso deverão ser feitas no hotsite do evento (www.36cbe.org.br), que é organizado localmente pelo Espeleo Grupo de Brasília (EGB), Grupo Espeleológico da Geologia UNB (GREGEO), Pequi Espeleo Grupo (PEQUI). Além disso, a plataforma disponibilizará um campo para que sejam submetidos os trabalhos e pesquisas relacionados ao patrimônio espeleológico brasileiro, cujos temas são: Biologia subterrânea, Climatologia subterrânea e paleoclimatologia, Espeleologia: educação e cultura, e Espeleometria, técnicas de exploração e documentação de cavernas, e Geoespeleologia, Licenciamento e legislação espeleológica, Paleontologia e arqueologia em ambientes subterrâneos, Turismo, gestão e conservação em ambientes cársticos.

O 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia oferecerá nove minicursos aos participantes, entre eles o de Licenciamento Ambiental Espeleológico, ministrado pelo coordenador do Cecav, Jocy Cruz, e pelo consultor ambiental do Terradentro, Luiz B. Piló, e o de Análises moleculares em estudos de biologia Subterrânea e no licenciamento espeleológico, ministrado pelo analista ambiental do Cecav, Diego Bento.

Os demais cursos oferecidos serão: Gestão por Projetos e Capacitação de Recursos, Daniela Silva (Vale S.A.), Morcegos Cavernícolas: no âmbito dos processos de licenciamento ambiental envolvendo Cavernas. Maricélio de Medeiros (GEM), A arte da Fotografia em Cavernas, José Humberto (EGB), Curso SER, Paulo Arenas (EGB), Topografia de Cavernas ,Edvard Magalhães (EGB), Atividades SEFE – eBRe, Técnicas Verticais Espeleologia Bernardo Menegale (EGB). Confira a programação completa.

O encontro contará, ainda, com mesas-redondas internacionais, entre elas a relacionada ao tema "Evolução de tecnologias aplicadas aos estudos de meios físicos", composta por John Fiorini (UIS), Carol Cazarin (Petrobrás) e Carlos H. Grohmann (USP). A programação completa e demais detalhes do congresso estarão disponíveis em breve no site das inscrições.

O Congresso Brasileiro de Espeleologia também será palco da cerimônia de premiação do I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le bret, uma iniciativa do Cecav em parceria com a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE). A premiação tem como objetivo incentivar o desenvolvimento e publicação de pesquisas científicas, inventários e soluções técnicas direcionadas à conservação dos ecossistemas cavernícolas e espécies associadas, assim como auxiliar no manejo das unidades de conservação federais com este tipo de ambiente.


Parceria promete avanço no turismo de cavernas em Felipe Guerra

Trabalho entre Cecav, universidades e prefeitura do município potiguar pretende ordenar visitação em cavernas da região

 

Brasília, 27 de setembro de 2021.

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Foto: Gruta do Crotes - Felipe Guerra, Diego Bento.

A paisagem do semiárido da Caatinga guarda muitas riquezas a serem descobertas. No município de Felipe Guerra, no Rio Grande do Norte, uma expedição realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio), entre os dias 9 e 13/09, teve como objetivo dar continuidade ao trabalho de identificação e ordenamento de cavernas com potencial turístico. A atividade, que conta também com o apoio do município, visa promover uma visitação com impacto mínimo tanto para o meio ambiente quanto para seus visitantes, nesse cenário que se tornou um dos locais de destaque no Brasil, no que diz respeito ao patrimônio espeleológico.

O analista ambiental do Cecav, Diego Bento, conta que as pesquisas nas cavernas da região ocorrem desde os anos 2000 e que todas esses estudos estão sendo compilados junto às informações de outros parceiros que tiveram interesse nas pesquisas, como no caso da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que realizou parte do inventário biológico, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), que realizou os estudos de microclima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que fez os levantamentos de quirópteros (morcegos) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que tem pesquisas em andamento sobre os fungos das cavernas.

Todo esse material fará parte do Plano de Manejo Espeleológico, que de acordo com Diego "tem como objetivo principal permitir que as cavernas sejam usadas turisticamente, mas com menor impacto ao meio ambiente e maior segurança possível ao visitante". Entre as atividades realizadas pelo Cecav, estão o levantamento de invertebrados cavernícolas, que apontam as espécies existentes, sua importância e estado de conservação, e localização de espécies sensíveis, que muitas vezes são endêmicas da caverna e podem ser impactadas por um turismo mal manejado. "Se tem uma espécie que é sensível à presença humana ou ocorre em um piso e pode ser pisoteada, isso vai restringir o acesso da visitação àquele local da caverna. Espécies de aranhas peçonhentas, cobras, morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), tudo isso tem que ser levado em consideração, não só pelo impacto às populações naturais, como também pelo impacto ao turista", observa o analista ambiental.

A expedição ocorreu após uma série de estudos, e nessa etapa de trabalho foram mapeados os possíveis locais de visitação e discutidas as intervenções que deverão ser feitas para segurança do turista e conservação do ambiente subterrâneo. O município de Felipe Guerra possui atualmente 351 cavernas catalogadas, três delas foram escolhidas, devido ao potencial turístico, apelo visual e estágio avançado dos estudos necessários ao ordenamento espeleoturístico. São elas: Carrapateira, Crotes e Catedral, todas no lajedo do Rosário. Entre as intervenções possíveis, há inclusive a possibilidade de estruturas para permitir o acesso de pessoas com deficiência visual na gruta da Carrapateira.

Todas essas informações foram apresentadas em reunião entre a equipe do Cecav e o secretario municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos e vice-prefeito do município, Ubiracy Pascoal e o secretario municipal de Educação, Luiz Agnaldo de Souza. De acordo com Ubiracy, a parceria com o Cecav traz uma grande contribuição ao turismo dessa região que "possui um enorme potencial turístico, com um roteiro diverso envolvendo, além das cavernas, balneários, cachoeiras (durante a estação chuvosa), patrimônio histórico e as histórias da Rota do Cangaço."

 


Cecav atualiza informações sobre cavernas brasileiras

Dados atualizados foram disponibilizados no Painel Dinâmico do ICMBio

 

Brasília, 16 de setembro de 2021.

 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) recentemente atualizou importantes informações acerca dos patrimônios espeleológicos do Brasil, para acessá-las basta entrar no Painel Dinâmico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os dados disponibilizados são trazidos pelo Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (Canie), por lá poderão ser encontrados o número total de cavernas (dado parcial de julho de 2021). Além disso, a plataforma possibilita a realização de pesquisas com filtros sejam eles por estado, código Canie, nome da caverna, unidade de conservação (UC), classe de rochas entre outros.

O Painel Dinâmico do ICMBio é uma ferramenta que pode ser muito útil para pesquisadores, servidores públicos, estudantes e a sociedade como um todo. Na plataforma, todos poderão encontrar informações sobre as unidades de conservação (UCs) federais e os 14 centros de pesquisas do Instituto. Para ter acesso ao dados, basta seguir o caminho: Painel Dinâmico>Menu>Pesquisa e Monitoramento>Cecav.

Conheça alguns dados:

Atualmente o Canie possui 21.922 cavernas registradas, sendo 3092 na Amazônia, 4006 na Caatinga, 10198 no Cerrado, 4467 na Mata Atlântica, 37 no Pampa, 12 no Pantanal e 109 fazem parte do Sistema Costeira Marinho. Além disso, o Painel Dinâmico revela que o estado brasileiro que detém o maior número de cavernas é Minas Gerais. Desse número total de cavernas, 4.464 estão localizadas no interior de UCs federais, 14.492 fora das UCs federais, 2.712 em UCs estaduais e 254 em UCs municipais.

Os dados finais do Canie serão divulgados no Anuário Estatístico 2021 e, posteriormente, no Painel Dinâmico. Para ter acesso aos dados oficiais anteriores, consulte a página do Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico do Brasil.

 
 

 

 


 

 

 

 


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